
13 – Escaramuça
Retomaram a marcha. O Rámon que era daquela zona guiava o grupo com forte andamento. O som das explosões era cada vez mais longínquo. Os portugueses andavam, esquecendo o cansaço que os fazia tropeçar com frequência mas não escondiam o nervoso. Ao aperceber-se disso Dolores aproximou-se e segredou: É a primeira vez que se vêm metidos nestas coisas, não é verdade? Assinalaram que sim, esta esboçou um sorriso e disse. Eu avisei de que têm de ter confiança. Não tenham medo.O barulho dos explosões e dos tiros de espingarda e metralhadora que já mal se ouvem não são perigosos para nós. Eles estão a atacar o local que já abandonamos há bastante tempo e quando se aperceberem que estão a atacar fantasmas já nós estareremos a salvo. O que temos é de evitar ser vistos pelo avião e por isso vamos andar sempre escondidos pelos pinheiros.
Como tinham previsto os nacionalistas tinham espalhado pequenos grupos armados. Quando o pequeno grupo se aproximava da estrada o guia, Rámon, faz sinal de perigo, chama a Dolores e aponta-lhe um nicho ne berma da estrada onde três milicianos se encontravam refastelados, meio adormecidos.
Voltaram para trás e pararam a distância conveniente, fora da visibilidade dos milicianos. Dolores toma a decisão de atacar. Diz, não sabemos se é um grupo isolado ou sentinelas. Mas estão no nosso caminho e nosso destino é chegar aos arredores de Benavente. Vamos fazer um ataque rápido e de surpresa e imediatamente retomamos a marcha em andamento esforçado para nos afastarmos do local sem descurar o nosso objectivo, que é os arredores da vila. Só aí poderemos descansar e preparar o dia de amanhã. Vai ser duro mas temos de conseguir chegar pelo cair da noite. Até lá pouco barulho e olhos bem abertos. Se virem ou ouvirem algo fora do normal, param e aguardam que se faça o reconhecimento. Só retomarão a marcha à minha ordem e, atenção, parados ou a andar não temos tempo para comer e nem pensem em acender um cigarro.
A Dolores chamou o Rámon e disse-lhe: tu nasceste nesta zona és capaz de orientar o grupo de noite pelo meio do mato até as proximidades de Benavente. Logo que eu e o Carlos iniciemos o ataque atravessas a estrada e segue o caminho. Não esperes por nós. Quando tivermos eliminado os emboscados depressa te apanharemos.
Fez sinal ao Carlos para se juntar a ela, prepararam as armas e uma granada. Rastejando, foram-se aproximando do objectivo e quando estavam bem perto lançaram a granada e romperam pelo grupo aos tiros. O ataque durou pouco tempo. Apanhados de surpresa os milicianos não tiveram tempo de fugir ou responder e foram abatidos.
Pegaram nas armas do inimigo que colocaram a tiracolo recomeçaram a marcha depressa encontrando o restante grupo que os precedia.
Vamos seguir muito perto um dos outros. Para não nos perdermos agarrem a mochila do companheiro da frente. Quando encontrares um bom local montaremos o acampamento improvisado. Não pode ser é muito longe da povoação. Sem problema, respondeu o Rámon. Conheço o sítio como a palma das minhas mãos e sei do local conveniente para acampar-mos.
Marcharam mais umas horas sem incidentes. A noite já ia adiantada quando o Rámon fez alto e apontou um aglomerado de arbustos altos. Daqui até à povoação não é mais de uma hora de marcha. Não existem casas nas redondezas. Então diz Dolores, é aqui que vamos finalmente descansar, que bem precisamos.
Ninguém se preocupou em montar estruturas para o acampamento. Estavam tão cansados que, apesar da chuva e do frio, se deitaram simplesmente no chão.
O grupo espalhou-se num pequeno círculo de modo a que enquanto descansavam montarem a segurança.
Os Portugueses sentiam estar perto do final da sua aventura e raganharam as forças mesmo sem tomarem qualquer alimento. Os guerrilheiros, habituados a movimentações duras e frequentes, puxaram das mochilas para se recostarem e delas retiraram pão e carne de porco fumada que começaram a comer com evidente satisfação. Cobriram-se com o capote, fecharam os olhos e dormitaram até ao romper do dia.
Retomaram a marcha. O Rámon que era daquela zona guiava o grupo com forte andamento. O som das explosões era cada vez mais longínquo. Os portugueses andavam, esquecendo o cansaço que os fazia tropeçar com frequência mas não escondiam o nervoso. Ao aperceber-se disso Dolores aproximou-se e segredou: É a primeira vez que se vêm metidos nestas coisas, não é verdade? Assinalaram que sim, esta esboçou um sorriso e disse. Eu avisei de que têm de ter confiança. Não tenham medo.O barulho dos explosões e dos tiros de espingarda e metralhadora que já mal se ouvem não são perigosos para nós. Eles estão a atacar o local que já abandonamos há bastante tempo e quando se aperceberem que estão a atacar fantasmas já nós estareremos a salvo. O que temos é de evitar ser vistos pelo avião e por isso vamos andar sempre escondidos pelos pinheiros.
Como tinham previsto os nacionalistas tinham espalhado pequenos grupos armados. Quando o pequeno grupo se aproximava da estrada o guia, Rámon, faz sinal de perigo, chama a Dolores e aponta-lhe um nicho ne berma da estrada onde três milicianos se encontravam refastelados, meio adormecidos.
Voltaram para trás e pararam a distância conveniente, fora da visibilidade dos milicianos. Dolores toma a decisão de atacar. Diz, não sabemos se é um grupo isolado ou sentinelas. Mas estão no nosso caminho e nosso destino é chegar aos arredores de Benavente. Vamos fazer um ataque rápido e de surpresa e imediatamente retomamos a marcha em andamento esforçado para nos afastarmos do local sem descurar o nosso objectivo, que é os arredores da vila. Só aí poderemos descansar e preparar o dia de amanhã. Vai ser duro mas temos de conseguir chegar pelo cair da noite. Até lá pouco barulho e olhos bem abertos. Se virem ou ouvirem algo fora do normal, param e aguardam que se faça o reconhecimento. Só retomarão a marcha à minha ordem e, atenção, parados ou a andar não temos tempo para comer e nem pensem em acender um cigarro.
A Dolores chamou o Rámon e disse-lhe: tu nasceste nesta zona és capaz de orientar o grupo de noite pelo meio do mato até as proximidades de Benavente. Logo que eu e o Carlos iniciemos o ataque atravessas a estrada e segue o caminho. Não esperes por nós. Quando tivermos eliminado os emboscados depressa te apanharemos.
Fez sinal ao Carlos para se juntar a ela, prepararam as armas e uma granada. Rastejando, foram-se aproximando do objectivo e quando estavam bem perto lançaram a granada e romperam pelo grupo aos tiros. O ataque durou pouco tempo. Apanhados de surpresa os milicianos não tiveram tempo de fugir ou responder e foram abatidos.
Pegaram nas armas do inimigo que colocaram a tiracolo recomeçaram a marcha depressa encontrando o restante grupo que os precedia.
Vamos seguir muito perto um dos outros. Para não nos perdermos agarrem a mochila do companheiro da frente. Quando encontrares um bom local montaremos o acampamento improvisado. Não pode ser é muito longe da povoação. Sem problema, respondeu o Rámon. Conheço o sítio como a palma das minhas mãos e sei do local conveniente para acampar-mos.
Marcharam mais umas horas sem incidentes. A noite já ia adiantada quando o Rámon fez alto e apontou um aglomerado de arbustos altos. Daqui até à povoação não é mais de uma hora de marcha. Não existem casas nas redondezas. Então diz Dolores, é aqui que vamos finalmente descansar, que bem precisamos.
Ninguém se preocupou em montar estruturas para o acampamento. Estavam tão cansados que, apesar da chuva e do frio, se deitaram simplesmente no chão.
O grupo espalhou-se num pequeno círculo de modo a que enquanto descansavam montarem a segurança.
Os Portugueses sentiam estar perto do final da sua aventura e raganharam as forças mesmo sem tomarem qualquer alimento. Os guerrilheiros, habituados a movimentações duras e frequentes, puxaram das mochilas para se recostarem e delas retiraram pão e carne de porco fumada que começaram a comer com evidente satisfação. Cobriram-se com o capote, fecharam os olhos e dormitaram até ao romper do dia.
J.Ariemal
(continua)

Sem comentários:
Enviar um comentário